Presidente de CPI diz que Durval
Barbosa não será ouvido nesta terça
Delator de suposto esquema de corrupção no DF pediu para adiar depoimento
Do R7, com Agência Brasil
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O deputado distrital Alírio Neto (PPS), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, disse que o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, autor das denúncias contra o governador José Roberto Arruda (sem partido) e parlamentares, não será ouvido nesta terça-feira (26).
Segundo Alírio, integrantes da comissão entrarão em contato com o Ministério Público do Distrito Federal sobre o depoimento de Durval.
Mais cedo, o presidente em exercício da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), também havia afirmado que Durval não poderá ser ouvido amanhã. Cabo Patrício disse que a carta enviada por Durval funcionou como uma "manobra".
- Como surgiu essa decisão do Durval? Por que a Polícia Federal não comunicou primeiro à Câmara?
O ex-secretário, autor dos vídeos que trouxeram à tona as suspeitas de corrupção no DF, apresentou à CPI pedido para adiar seu depoimento, inicialmente marcado para amanhã (26), na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Durval pede tempo aos distritais para agrupar mais “subsídios com vistas a elucidação dos fatos”, de acordo com documento encaminhado ao presidente da comissão.
Em outro documento, a advogada do ex-secretário, Margareth Maria de Almeida, alega que as declarações de Durval à CPI podem prejudicar a defesa dele.
Em outro documento, a advogada do ex-secretário, Margareth Maria de Almeida, alega que as declarações de Durval à CPI podem prejudicar a defesa dele.
"Sendo certo que as indagações que lhe serão formuladas terão alcance abrangente, máxime pela diversidade, tendência política e qualidades individuais de seus inquisidores, receia ver-se diante da possibilidade de ter que ofertar repostas prejudiciais ao exercício de seu ampla defesa em feitos eventualmente não incluídos entre aqueles que serão encampados na pré-falada colaboração”, diz o documento.
Ao depor ao Ministério Público, Durval Barbosa acusou mais de 30 pessoas e empresas de participarem do esquema de desvio e distribuição de recursos públicos à base aliada do governador de Arruda.

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