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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Presidente de CPI diz que Durval
Barbosa não será ouvido nesta terça

Delator de suposto esquema de corrupção no DF pediu para adiar depoimento
Do R7, com Agência Brasil
O deputado distrital Alírio Neto (PPS), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, disse que o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, autor das denúncias contra o governador José Roberto Arruda (sem partido) e parlamentares, não será ouvido nesta terça-feira (26).

Segundo Alírio, integrantes da comissão entrarão em contato com o Ministério Público do Distrito Federal sobre o depoimento de Durval.

Mais cedo, o presidente em exercício da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), também havia afirmado que Durval não poderá ser ouvido amanhã. Cabo Patrício disse que a carta enviada por Durval funcionou como uma "manobra".
- Como surgiu essa decisão do Durval? Por que a Polícia Federal não comunicou primeiro à Câmara?
O ex-secretário, autor dos vídeos que trouxeram à tona as suspeitas de corrupção no DF, apresentou à CPI pedido para adiar seu depoimento, inicialmente marcado para amanhã (26), na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Durval pede tempo aos distritais para agrupar mais “subsídios com vistas a elucidação dos fatos”, de acordo com documento encaminhado ao presidente da comissão.

Em outro documento, a advogada do ex-secretário, Margareth Maria de Almeida, alega que as declarações de Durval à CPI podem prejudicar a defesa dele.
"Sendo certo que as indagações que lhe serão formuladas terão alcance abrangente, máxime pela diversidade, tendência política e qualidades individuais de seus inquisidores, receia ver-se diante da possibilidade de ter que ofertar repostas prejudiciais ao exercício de seu ampla defesa em feitos eventualmente não incluídos entre aqueles que serão encampados na pré-falada colaboração”, diz o documento.
Ao depor ao Ministério Público, Durval Barbosa acusou mais de 30 pessoas e empresas de participarem do esquema de desvio e distribuição de recursos públicos à base aliada do governador de Arruda.

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