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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Obama pede confiança aos americanos

Presidente faz seu primeiro discurso sobre o Estado da União



 Barack Obama disse que 2010 será o ano do emprego nos Estados Unidos. Em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, que teve início às 21h09 desta quarta-feira (27) em Washington, 00h09 desta quinta-feira (28) em Brasília, o presidente foi aplaudido em vários momentos. Um dos termos mais repetidos em sua declaração foi "energia limpa". Ele também disse que a guerra no Iraque está terminando e que as "tropas estão voltando para a casa".

Obama começou lembrando que muitos estão frustrados com sua administração. Ele lembrou, no entanto, que assumiu o governo com duas guerras (Iraque e Afeganistão) e uma grave crise econômica.

Ele disse que agiu "rapidamente e agressivamente", mas foi cauteloso:

- O pior da tormenta passou, mas a devastação econômica continua.

O presidente tentou passar otimismo, lembrando de momentos difíceis da história americana como a Grande Depressão:

- No dia em que cheguei ao meu escritório, me disseram que alcançar as nossas ambições era muito difícil.

Emprego é o foco

Ao dizer que seu governo havia cortado o imposto para os 8 milhões de americanos mais pobres, a metade democrata o aplaudiu de pé enquanto os republicanos, que defendem um amplo corte de impostos, permaneceram sentado. Obama arrancou risos ao dizer:

- Acho que nós temos alguns oponentes aqui.

Obama lembrou que países como China, Alemanha e Índia já estão saindo da crise. E que estes países fazem investimentos em energia limpa. Nesse ponto disse os EUA não podem ficar atrás:

- Não aceitamos um segundo lugar para os Estados Unidos da América.

O presidente também defendeu o uso de energia limpa nos empreendimentos e nas moradias americanas.

Obama disse que pretende aumentar as exportações americanas nos próximos cinco anos para criar emprego nas fábricas do país. Emprego, aliás, foi sua principal promessa:

- Empregos devem ser o principal foco de 2010.

Segurança une o país

Obama defendeu um mundo de mais esperança ao mundo, pedindo aos americanos para não se esconderem atrás do medo do terrorismo:

- Nenhum outro assunto tem unido mais este pais que a segurança.

O presidente ressaltou que fez grandes investimentos na segurança interna, na aviação e que está em cooperação com os países árabes. Ele lembrou do aumento das tropas no Afeganistão.

- Teremos dias difíceis pela frente. Mas nós teremos sucesso.

Ao falar sobre o Iraque, ele citou as eleições  no país árabe e disse:

- Esta guerra está terminando e nossas tropas estão voltando para casa.

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(Foto: AFP)
Um ano após a posse, Obama diz ter perdido contato com os americanos
Passado um ano desde sua chegada à Casa Branca, Obama vê seus níveis de popularidade caírem drasticamente. Os EUA ainda sentem a forte crise econômica e o terrorismo voltou a assustar após o ataque frustrado a um avião no último dia de Natal.
Em um ano de governo, Obama recebeu o prêmio Nobel da Paz. Mas também teve de enviar 30 mil soldados ao Afeganistão, onde o grupo extremista Taleban e a rede terrorista Al Qaeda não parecem dar trégua a Washington. Além do problema afegão, a Casa Branca ainda tem de lidar com o Iraque e agora com o Iêmen, solo fértil para o terrorismo.
Em casa, Obama ainda não conseguiu aprovar uma de suas principais promessas de campanha, a reforma da Saúde, que pretende estabelecer um sistema público de atendimento num momento em que boa parte da sociedade se vê empobrecida, sem acesso à cobertura médica. No dia em que seu governo completou um ano, outra derrota: Obama perdeu a maioria democrata no Senado com a eleição de um republicano no lugar do senador Ted Kennedy, um de seus maiores apoiadores até morrer no ano passado.
O fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, uma de suas primeiras decisões, também foi postergado. Grupos liberais o consideram muito conservador. Os conservadores, por outro lado, dizem que ele tem ido muito longe em suas ações. No aniversário de sua posse, ele disse ter perdido o contato com os americanos.

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